CORREIO BRASILIENSE

Redes sociais após a morte: nem tudo é herança

Com a consolidação das redes sociais como extensão da vida pessoal, cresce também o debate sobre o destino das contas e informações digitais após a morte de seus titulares. Em entrevista, o advogado Rony Vainzof, sócio do VLK Advogados, destaca que é necessário diferenciar bens patrimoniais de conteúdos protegidos pela intimidade do falecido e de terceiros.

Segundo ele, a ausência de indicação de herdeiros nas plataformas pode ser interpretada como manifestação de vontade pela preservação do sigilo das contas, reforçando que o direito à privacidade e à dignidade permanece protegido mesmo após a morte.